Memorial Caramuru

Ubaldo Marques Porto Filho

No ano passado comemoramos os 500 anos da chegada de Diogo Álvares Corrêa à Bahia, onde o Caramuru, nome tupi, do batismo ocorrido aqui no Rio Vermelho, se notabilizou como uma das personalidades mais extraordinárias da história brasileira do século XVI.

E ao longo dos 500 anos da história desse personagem, a única homenagem pública de vulto prestada ao Descobridor do Rio Vermelho, ao Cofundador da Cidade do Salvador e ao Patriarca da Bahia e do Brasil, ocorreu aonde o Caramuru nunca pôs os pés. Foi no Rio de Janeiro, na Praça Floriano, com a inauguração, em 21 de abril de 1910, de um monumento alusivo ao Marechal Floriano Peixoto, ex-presidente do Brasil, onde Caramuru foi inserido numa posição de destaque, perpetuado em obra do escultor Eduardo de Sá.

Na Bahia, o nosso grande personagem foi completamente esquecido, pois, em cinco séculos de história, nenhuma homenagem pública foi tributada a Caramuru. Porém, agora, vislumbra-se que a injustiça histórica poderá ser reparada com a implantação do Memorial Caramuru, projetado pela Prefeitura para ficar na Praça Caramuru, vizinho ao novo Mercado Municipal do Rio Vermelho.

Pronunciamento no
Salão Paroquial do Rio Vermelho,
em 11 de janeiro de 2010,
na visita do prefeito de Salvador,
João Henrique Carneiro.


Pedra da Concha, a ilhota da chegada, em 1509, de Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru.
Ao lado, o aterro que deu origem à Praça Caramuru, onde se pretende que seja implantado o Memorial Caramuru