Heinz Schueler

Ubaldo Marques Porto Filho

Em primeiro lugar, quero registrar os agradecimentos à Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, na pessoa da sua Diretora, bibliotecária Sônia Morelli, e também parabenizar a sua briosa equipe, por ter colocado esta Biblioteca como referência para o Rio Vermelho.

O seu slogan, OFERECENDO UM MAR DE CONHECIMENTOS, traduz fielmente o papel que esta Biblioteca vem cumprindo em nosso bairro. E a sua missão foi enormemente enriquecida com a implantação deste espaço, onde nos encontramos, denominado Espaço Caramuru, uma feliz iniciativa idealizada pelo Professor Ubiratan Castro de Araújo, Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon, instituição à qual esta Biblioteca se encontra subordinada.

O Espaço Caramuru, além de disponibilizar aos pesquisadores e estudantes um importante acervo documental sobre a história do Rio Vermelho, funciona também como fórum para debates e conferências.

E hoje é dia de mais uma conferência enriquecedora de conhecimentos. Será proferida por Renate Schueler, que saiu de sua residência nos Estados Unidos, lá na Flórida, para falar um pouco da vida e da obra do seu pai, Heinz Schueler, no ano em que se comemora o centenário de nascimento desse destacado mosaicista alemão.

Segundo o jornalista Henrique Gougon, que mora em Brasília (e aqui se encontra presente), Schueler foi um dos mais importantes mosaicistas que o Brasil teve no século passado. Gougon fez essa afirmativa com a autoridade de ser o principal mosaicólogo brasileiro e mantenedor de um portal de referência sobre mosaicos em nosso país.

A Edgar Viana Filho, jornalista baiano, também aqui presente, e que durante muitos anos residiu no Rio Vermelho, devemos o convite para a filha do mosaicista Schueler vir a Salvador.

Confirmada a vinda, a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior prontificou-se imediatamente a abrir um espaço na sua rica programação cultural, para que a palestra fosse realizada no Rio Vermelho, bairro onde Heinz Schueler morou durante todo o período em que permaneceu em Salvador, de dezembro de 1953 até março de 1955.

Além de parabenizar a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, pela iniciativa de promover a palestra de hoje, quero também nominar as seis entidades apoiadoras desse evento, que são a Academia dos Imortais do Rio Vermelho, a Central das Entidades do Rio Vermelho, o Conselho de Cultura e Turismo do Rio Vermelho, que se encontra com novo presidente, o publicitário Sydney Rezende (aqui presente), a Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav), presidida pelo empresário Pedro Galvão, a Associação Cultural Hispano-Galega Caballeros de Santiago, presidida pelo empresário Santiago Coelho Rodríguez Campo e a Casa de Cultura Carolina Taboada, presidida pelo empresário Nelson Taboada.

Aproveito a oportunidade deste dia especial para falar um pouco do senhor Nelson Almeida Taboada, economista nascido em Salvador. Em que pese seus múltiplos compromissos profissionais, com uma movimentada agenda de viagens, obrigatórias por ser um dos maiores plantadores de soja no oeste da Bahia, e pelas atividades do agronegócio que exerce em outros estados, o empresário Nelson Taboada tem dedicado uma atenção muito especial ao Rio Vermelho, onde se encontram suas raízes galegas, plantadas em 1892 pelo seu avô, José Taboada Vidal, benemérito do Rio Vermelho e patriarca de uma família símbolo do bairro que foi descoberto em 1509, por Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru.

No comando da Casa de Cultura Carolina Taboada, o senhor Nelson Taboada tem dedicado uma parte do seu tempo ao desenvolvimento de trabalhos sociais e culturais sem finalidades lucrativas. Podemos destacar a publicação de dez livros em apenas três anos de atuação da entidade que fundou e preside.

Ademais, Nelson Taboada é o mantenedor da Folha do Rio Vermelho, o jornal oficial e cultural do nosso bairro, já com 21 edições publicadas. Possui ainda a seu crédito o patrocínio de importantes melhorias na Igreja Matriz de Sant’Ana do Rio Vermelho e no seu Salão Paroquial.

Nelson Taboada também tem se notabilizado como defensor dos limites históricos do Rio Vermelho, opondo-se à tentativa de um grupo de técnicos da Prefeitura, que querem transferir para bairros vizinhos alguns setores que, comprovadamente, sempre pertenceram ao Rio Vermelho.

A posição firme de Nelson, na liderança da campanha contra a mutilação do território do nosso bairro, motivou adesões de importantes entidades, dentre elas a Associação Cultural Hispano-Galega Caballeros de Santiago, Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav), Instituto Genealógico da Bahia e da Associação Comercial da Bahia. Por último, o Mosteiro de São Bento da Bahia emitiu um Certificado que se constitui numa prova histórica incontestável, que derruba os falsos argumentos dos técnicos que teimam em reduzir a área territorial do Rio Vermelho, numa tentativa que, se consumada, se constituirá num estelionato histórico praticado pelo poder público municipal.

Mas, voltando ao evento de hoje, registro que a Casa de Cultura Carolina Taboada entrou com o patrocínio da produção e impressão do convite, da distribuição pelos Correios, dos banners e do folder para divulgação da palestra da senhora Renate Schueler. Esta solenidade está inclusive sendo documentada pelo fotógrafo oficial da Casa de Cultura Carolina Taboada, que vai fornecer as imagens para a próxima edição do jornal Folha do Rio Vermelho.

Que as ações filantrópicas do senhor Nelson Taboada, um benemérito da cultura baiana, sirvam de exemplo para outros empresários, nascidos na Bahia ou com atividades em nosso Estado.

Discurso na
Biblioteca Juracy Magalhães Júnior,
em 5 de julho de 2011.