Cronologia de Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru

Descobridor do Rio Vermelho - Cofundador de Salvador

Ubaldo Marques Porto Filho,
autor do livro
‘Diogo Álvares Corrêa, Caramuru, Patriarca do Brasil’

1490

Provável ano do nascimento de Diogo Álvares Corrêa, na Península Ibérica: no norte de Portugal ou no noroeste da Espanha (Galícia). Uma terceira versão confere-lhe o nascimento no oeste da França (Bretanha).

1509

Sobrevivente de um naufrágio, Diogo Álvares Corrêa chega à Pedra da Concha, localizada defronte da foz do Camorogipe, no Rio Vermelho, a uma légua da barra da Baía de Todos-os-Santos. Avistado pelos tupinambás, desfere um certeiro tiro de mosquetão numa ave e recebe dos nativos o nome de Caramuru.

1512

Provável ano do nascimento da índia Paraguassú, na Ilha de Itaparica ou na região do Baixo Paraguaçu.

1526


1527

Caramuru e sua mulher são levados ao ducado da Bretanha (França) pelo navegador bretão Jacques Cartier.

1528

No dia 30 de julho, em Saint-Malo, provavelmente na Cathédrale Saint-Vicent-de-Saragosse, Paraguassú é batizada e recebe o nome de Katherine du Brezil.

1530

Caramuru e Katherine regressam da França, após se casarem sob as bênçãos católicas e onde ele teria passado importantes informações à espionagem portuguesa.

1531

Martim Afonso de Souza, comandante de uma expedição colonizadora, que se destinava ao sul do Brasil, chega à Baía de Todos os Santos em 13 de março, onde encontra Caramuru. Pero Lopes de Souza, piloto de uma das naus da esquadra, registra no diário de navegação:

“Nesta baía achamos um homem português, que havia vinte e dois anos que estava nesta terra”.

1532

Retornando do sul, em demanda a Portugal, Pero Lopes de Souza entra na Baía de Todos os Santos e encontra-se novamente com Caramuru.

1534

Martim Afonso de Souza, de passagem para a Ásia, faz escala na Baía de Todos os Santos e pela segunda vez se encontra com Caramuru. Na expedição encontrava-se um grupo de franciscanos, liderados por frei Diogo de Borba, que oficia batizados de crianças mamelucas e o casamento de Madalena e Felipa, filhas que Caramuru teve antes de conhecer a índia Paraguassú.

1535 


1536

Francisco Pereira Coutinho, donatário da recém-criada Capitania da Bahia de Todos os Santos, chega com a comitiva de colonos e encontra Caramuru, que o auxilia na fundação de uma vila, que ficou conhecida como Vila do Pereira. Foi erguida no outeiro de Santo Antônio da Barra, perto da aldeia em que Caramuru residia com familiares e alguns brancos, dentre eles o clérigo João Bezerra.

1545

Agravam-se os atritos entre os portugueses (donatário e colonos) e nativos, de tal forma que os tupinambás sitiaram a Vila do Pereira e cortaram a entrada de alimentos. O clérigo João Bezerra exige a saída do donatário que, sob a proteção de Caramuru, é embarcado, juntamente com a maioria de seus colonos, numa caravela que se dirige à Capitania de Porto Seguro.

1546

Caramuru vai a Porto Seguro conversar com o donatário deposto. Comunica-lhe um ataque de corsários franceses à sua vila e pede que Francisco Pereira Coutinho, o Rusticão, volte para defender a capitania. A viagem resultou numa carta, datada de 28 de julho de 1546, enviada pelo donatário da Capitania de Porto Seguro, Pero do Campo Tourinho, ao rei de Portugal, D. João III, onde num trecho aludiu:

“... e ora sou informado por um Diogo Alvares, o Gallego, lingua que lá era morador ...”

1548

Ante as notícias do malogro da Capitania da Bahia de Todos os Santos – com os ataques dos índios à Vila do Pereira e a trágica morte do donatário, quando retornava de Porto Seguro –, o rei de Portugal, D. João III, escreve, em 19 de novembro, uma carta a Diogo Álvares Corrêa. Solicita o seu empenho para que uma nova expedição colonizadora seja recebida em paz e o chama de “Cavaleiro da Minha Casa na Bahia de Todos os Santos”.

1549

1557

Caramuru falece em Salvador, no dia 5 de outubro, com a idade presumida de 67 anos, sendo sepultado na Igreja do Mosteiro de Jesus – atual Catedral Basílica –, com todas as honras da ordem jesuítica.