Odorico Tavares, Jornalista e Escritor

Ubaldo Marques Porto Filho

Pernambucano de Timbaúba, nascido em 1912, Odorico Montenegro Tavares da Silva desembarcou em Salvador no dia 5 de março de 1942, aos 29 anos. Veio para comandar o matutino Estado da Bahia e a Rádio Sociedade da Bahia, pertencentes aos Diários e Emissoras Associados e que integravam uma rede nacional controlada pelo ‘Rei da Imprensa’ no país, Assis Chateaubriand. Logo no início da gestão do diretor regional houve a incorporação de mais um veículo, o vespertino Diário de Notícias.

Odorico possuía diploma de bacharel em direito e experiência como jornalista. Além de executivo, sobressaia-se também como poeta, crítico de arte, cronista e escritor. Em 1951, pela José Olympio Editora, publicou o livro ‘Bahia, Imagens da Terra e do Povo’, sucesso editorial que colocou em evidência a festa realizada no Rio Vermelho, inserida no capítulo ‘O Reino de Yemanjá’. Ainda em 1951, saiu a segunda edição da obra que seria premiada dez anos depois, com a Medalha de Ouro na I Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas de São Paulo.

O livro de Odorico, que foi publicado por mais duas editoras - Civilização Brasileira e Tecnoprint (Edições de Ouro) -, muito contribuiu para a divulgação do ‘Reino de Yemanjá no Rio Vermelho’. Há também de se considerar a visibilidade que Odorico deu à festa do dia 2 de fevereiro como diretor dos Associados na Bahia, através de matérias nos dois jornais diários de Salvador, por meio de notícias na rádio de maior audiência na Bahia e pela TV Itapoan, que foi o primeiro canal a transmitir imagens da festa na Casa do Peso e na Praia de Santana.

Texto publicado na página 80 do livro
‘Dois de Fevereiro no Rio Vermelho’,
de Ubaldo Marques Porto Filho,
editado em 2009.