Origem da Família Marques Porto

Ubaldo Marques Porto Filho

A Família Marques Porto tem raízes em Portugal, na região do Porto, fincadas em Manuel de Souza e Caetana dos Santos. Um filho deste casal, homônimo do pai, emigrou para o Brasil, fixando-se na Bahia, onde adicionou ao sobrenome a designação da sua cidade natal - Porto, passando a chamar-se Manuel de Souza Porto.

Manuel de Souza Porto

Desconhece-se a data do nascimento, bem como o ano em que saiu de Portugal. Sabe-se apenas que, em Salvador, Manuel de Souza Porto residiu na Rua Guindaste dos Padres e que foi admitido, em 24 de maio de 1768, como irmão da Santa Casa da Misericórdia. Também pertenceu às irmandades do Santíssimo Sacramento da Conceição da Praia, de Santo Antônio da Conceição da Praia, da Ordem Terceira de São Domingos e da Devoção do Senhor do Bom Jesus do Bomfim.

Manuel de Souza Porto tinha também projeção na Vila de Santo Amaro, no Recôncavo, importante centro açucareiro, onde integrou a Irmandade do Santíssimo de Santo Amaro. Nesta região, foi Capitão de Ordenanças nas freguesias de Nossa Senhora de Oliveira (atual Oliveira dos Campinhos) e da Lapa (atual Amélia Rodrigues).

Nas Companhias de Ordenanças, organizações paramilitares, somente ingressavam como capitães pessoas de destaque econômico, social e moral. Consoante esses requisitos, segundo o termo de proposta ao Senado da Câmara de Santo Amaro, Manuel de Souza Porto era “homem branco, casado, estabelecido com fazendas, casas e abundante de bens”.

Manuel Marques de Souza Porto

Ao primogênito do casamento com Tomásia Maria Soares (brasileira, filha de portugueses), nascido em Santo Amaro, em 25 de abril de 1764, dia de São Marcos, Manuel de Souza Porto deu o nome de Manuel Marques de Souza Porto.

O Marques foi uma derivação de Marcos, hebreu de origem, filho de Maria, cuja casa converteu-se em centro das reuniões dos cristãos primitivos e onde Cristo teria participado da Última Ceia. Marcos era uma criança, mas certamente conheceu o Senhor. Marcos conviveu com os apóstolos, tendo sido discípulo de Pedro, a quem acompanhou em viagem a Roma. Foi mártir em Alexandria, no Egito, onde morreu, em 25 de abril do ano 68. O leão é o símbolo de São Marcos.

Os primeiros Marques Porto

Do casamento de Manuel Marques de Souza Porto com Maria Theodora das Virgens, nascida em Cachoeira, no dia 21 de outubro de 1800, surgiu a combinação Marques Porto, dada aos nove filhos do casal, na seguinte ordem cronológica:

  1. Joaquim Augusto Marques Porto, nascido em Salvador, a 16 de agosto de 1815;
  2. Antônio Augusto Marques Porto, nascido em Salvador, a 22 de outubro de 1817;
  3. Manuel Marques Porto, nascido em Salvador, a 3 de janeiro de 1819;
  4. José Agostinho Marques Porto, nascido em Salvador, a 14 de junho de 1820;
  5. Francisco Marques Porto, nascido em Salvador, a 17 de dezembro de 1821;
  6. João Carlos Marques Porto, nascido em Maragojipe (Bahia), a 18 de julho de 1823;
  7. Maria Leopoldina Marques Porto, nascida em Salvador, a 7 de junho de 1825;
  8. Maria Clementina Marques Porto, nascida em Salvador, a 9 de setembro de 1826;
  9. Maria Cristina Marques Porto, nascida em Salvador, a 24 de junho de 1829.


Da Bahia espalharam-se pelo Brasil

Os descendentes de Manuel Marques de Souza Porto e Maria Theodora das Virgens, que deram início ao uso do sobrenome Marques Porto, espalharam-se pelo Brasil, a partir da Bahia. Os principais núcleos da fixação foram o Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Uma característica marcante foi a manutenção da integridade do sobrenome Marques Porto. Nas diversas ramificações da árvore familiar, ao longo das gerações que foram se formando, não ocorreram, como seria natural, a separação entre o Marques e o Porto.  Salvo nos casos dos casamentos das mulheres, não houve substanciais desagregações.

O médico Enódio Mesquita Marques Porto, que também se dedicava ao estudo das genealogias, tinha uma explicação para o fenômeno da preservação da unidade do sobrenome: “Marques Porto formou uma marca forte e diferenciada. Por essa razão, o Marques Porto solidificou-se e foi atravessando décadas”.

No meu caso, que descendo de Francisco Marques Porto, meu trisavô, quinto entre os nove fundadores do clã Marques Porto, dei aos meus três filhos, conforme a tradição, o sobrenome sem separar o Marques do Porto. O único homem chama-se Ubaldo Marques Porto Neto.

Fonte:
Árvore Genealógica da Família Marques Porto,
organizada por Enódio  Mesquita Marques Porto.