Agostinho José Marques Porto

Ubaldo Marques Porto Filho

Agostinho José Marques Porto nasceu em 8 de janeiro de 1897, na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul, mas foi criado no Rio de Janeiro. Era filho de José Agostinho Marques Porto Filho e Julieta de Carvalho Marques Porto. Seu avô, o baiano José Agostinho Marques Porto, foi a quarta pessoa a receber o sobrenome Marques Porto.

Agostinho José era funcionário público federal, tendo ocupado o cargo de subinspetor da Polícia Marítima. Mas se destacou foi como autor de peças para o teatro de revista e como letrista de canções. Ficou famoso usando o nome Marques Porto.

Marques Porto faleceu prematuramente, aos 37 anos, de parada cardíaca, no dia 12 de fevereiro de 1934, domingo de carnaval, na chácara da família em São Lourenço, Minas Gerais.

Como legado teatral, deixou um extenso conjunto de obras, escritas em sua grande parte em parceria com revistógrafos também renomados, dentre eles Ary Barroso. Contudo, o seu principal parceiro foi Luiz Peixoto. No livro ‘O Teatro Brasil’, Galante de Souza informou que Marques Porto escreveu mais de 100 peças ao longo de 12 anos. A estreia foi em 1922, com a revista ‘Canalha das Ruas’, feita em parceria com Ary Galvão. A última foi em 1934, ‘Ri... de... Palhaço’, em parceria com Paulo Orlando.

Como legado musical, segundo consta no trabalho ‘Marques Porto: o “Az” da Revista’, postado no ‘Portal Luis Nassif’, o acervo é formado por 38 títulos de músicas com letras de sua autoria. Luiz Peixoto aparece como parceiro em 28 composições e Ary Barroso em oito. As composições de maior destaque foram: ‘Chuá, Chuá’, em parceria com Ary Galvão; ‘Gira’, com Ary Barroso; ‘Preto e Branco’, com Augusto Vasseur e Luiz Peixoto; e Linda Flor (Ai Ioiô), com Henrique Vogeler e Luiz Peixoto.

Segundo os estudiosos, Linda Flor entrou para a história da Música Popular Brasileira como o primeiro samba canção a fazer sucesso e também como marco inaugural de um novo estilo de samba. Para Henrique Marques Porto, sobrinho do grande letrista, essa música foi “o nascimento de um gênero musical”.

Além da grande contribuição ao teatro popular e à musica brasileira, Marques Porto foi um defensor dos direitos autorais e dos interesse da classe artística. Foi membro atuante do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT.

Fontes:
1. Árvore Genealógica da Família Marques Porto,
organizada por Enódio Mesquita Marques Porto.
2. Marques Porto: o “Ás” da Revista  - Portal Luis Nassif,
blogin.ning.com/profiles/blogs/marques-porto-o-as-da-revista