Emmanuel Marques Porto

Ubaldo Marques Porto Filho

Filho do primeiro casamento do marechal José Agostinho Marques Porto Filho, com Hermínia Messeder Freire Pinto, Emmanuel Marques Porto nasceu no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 1894. Era neto da quarta pessoa com o sobrenome Marques Porto, seu avô, alferes José Agostinho Marques Porto.

Conhecido na intimidade familiar como Baby, Emmanuel formou-se em medicina e ingressou no Exército em 21 de dezembro de 1917, aos 23 anos, como 1º tenente médico.

Quando esteve morando a serviço em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, foi o terceiro presidente na história do Sport Club Nacional, clube de futebol fundado em 28 de abril de 1915.

Com a patente de coronel chefiou na Itália o Serviço Médico de Saúde da Força Expedicionária Brasileira - FEB. Recebeu todas as condecorações pela participação na Segunda Guerra Mundial, inclusive a Legião do Mérito dos Estados Unidos, de onde também ganhou o título de Doutor Honoris Causa, outorgado pela American International Academy - AIA. Foi membro de todas as entidades médicas do Brasil e presidiu a Academia Brasileira de Medicina Militar. Clínico e cirurgião, escreveu vários trabalhos científicos na área médica.

Reformado no posto de marechal médico, Emmanuel Marques Porto faleceu no Rio de Janeiro, a 6 de fevereiro de 1969, aos 74 anos. Casado com Iandir Rodrigues Marques Porto, teve duas filhas: Mila Marques Porto e Hermínia Marques Porto.

Em 1977, o marechal Floriano de Lima Brayner, que tinha sido chefe do Estado Maior da FEB, publicou o livro ‘Recordando os Bravos, eu Convivi com eles, Campanha da Itália’. No capítulo ‘Marechal Médico Dr. Emmanuel Marques Porto’, o autor recapitulou, em 15 páginas (345/360), a vida profissional do neto do baiano José Agostinho Marques Porto, iniciador de um ramo da família Marques Porto. E concluiu o descritivo com as seguintes palavras:

“Não se conhece, no histórico dos Serviços Médicos Militares do Brasil, personalidade mais completa e perfeita do que a do Marechal Emmanuel Marques Porto. As cinco estrelas do marechalato não colocaram tropeços no caminho retilíneo daquele que foi, sem dúvida, em todos os tempos, o mais completo Chefe do Serviço de Saúde do Exército.

O General Mascarenhas de Moraes (comandante da FEB na Itália) sentia pelo Dr. Marques Porto uma admiração ilimitada. Muitas vezes me disse, depois de conferenciar com o Chefe do Serviço de Saúde:

- Esse homem (Marques Porto) é um dos esteios da FEB. Quando tenho dúvidas sobre o equilíbrio físico e emocional da nossa gente, mando chamá-lo. Acredito irrestritamente na sua opinião e nos seus conselhos, sempre oportunos e ponderados.

Marques Porto, nos últimos anos de sua existência, voltou-se para o estudo, deixando magníficas contribuições científicas. Dedicou-se à Academia Brasileira de Medicina Militar, da qual era um dos fundadores e maior incentivador. Faleceu em 1969, cercado da imensa gratidão do Exército e da Pátria”.

Através da Deliberação Nº 3.347, de 28 de novembro de 1972, a Prefeitura de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, denominou de Estrada Marechal Marques Porto um logradouro no bairro Posse, com o Cep nº 25770-300.  Por proposta do Estado Maior do Exército, foi criado na Escola de Saúde do Exército, através da Portaria Nº 035, de 9 de fevereiro de 2009,  o Espaço Cultural Marechal Médico Emmanuel Marques Porto.

Fontes:
1. Árvore Genealógica da Família Marques Porto,
organizada por Enódio Mesquita Marques Porto
2. Livro’ Recordando os Bravos, eu Convivi com eles, Campanha da Itália’,
do marechal Floriano de Lima Brayner.