Antônio Carlos Moysés

Ubaldo Marques Porto Filho

Nascido em Salvador, a 16 de julho de 1931, Antônio Carlos da Porciúncula Moysés graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Fez pós-graduação em administração pública na Ufba e nos Estados Unidos, através da Agência Internacional para o Desenvolvimento, cursou planejamento para o desenvolvimento econômico na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Durante dois anos atuou como advogado na Secretaria Estadual da Saúde e Assistência Social. Com a reforma administrativa, promovida pelo governador Lomanto Júnior, que criou a Procuradoria Geral, tornou-se procurador jurídico do Estado.

No governo de Luiz Viana Filho, ocupou cargos importantes na Secretaria dos Assuntos Municipais e Serviços Urbanos, tendo chefiado a Assessoria Setorial de Programação e Orçamento, o Gabinete do Secretário e presidido a criação da Comissão Executiva do Plano de Recuperação dos Alagados. Na presidência da Bahiatursa tomou posse em 23 de julho de 1969.

A gestão de Moysés, como era chamado, foi dedicada à recuperação dos dois hotéis da empresa. O Grande Hotel de Cipó, o maior e mais sofisticado, era o mais problemático, pois todo material havia sido importado, dificultando a reposição. Chegou a ter as obras iniciadas, mas foram paralisadas pelas dificuldades técnicas. No Grande Hotel de Itaparica as obras da reforma tiveram continuidade, inclusive com a construção de um segundo bloco, com quatro pavimentos e 48 apartamentos, que ficaria conhecido como ‘Hotel Novo’, interligado ao primeiro, o chamado ‘Hotel Velho’.

Com a implantação do Sistema Ferry-Boat, que colocaria a Ilha de Itaparica ao alcance dos veículos, a Bahiatursa resolveu evidenciar o Grande Hotel de Itaparica, cujas obras de recuperação se encontravam em fase final. No início de 1971, lançou a campanha denominada ‘Compre a Féria e Goze as Férias’. Apresentada numa solenidade no Hotel da Bahia, tinha por objetivo a venda de títulos do hotel. Em contrapartida, os adquirentes garantiam o direito de quinze dias anuais de hospedagem gratuita.

Moysés foi também o responsável pelo projeto do Grande Hotel de Juazeiro. A importante cidade, último porto baiano no trecho navegável do São Francisco, já estava interligada a Salvador por rodovias totalmente asfaltadas, mas carecia de um bom hotel para o desenvolvimento do turismo na região. Como somente existiam hotéis modestos e pensões para os viajantes, o Estado decidiu suprir a deficiência.

Antônio Carlos da Porciúncula Moysés, segundo presidente da Bahiatursa, transmitiu o cargo em 26 de maio de 1971, ao economista Manoel Figueiredo Castro.

Texto publicado na página  135 do livro
‘Bahia, Terra da Felicidade’,
de Ubaldo Marques Porto Filho,
editado em 2006.