Paulo Furtado

Ubaldo Marques Porto Filho

Nascido em Salvador, no dia 29 de março de 1944, Paulo Roberto Bastos Furtado morou durante a juventude na Rua Itabuna, no Parque Cruz Aguiar, bairro do Rio Vermelho, onde ficou muito conhecido por ter obtido o primeiro lugar em duas concorrências importantes: no vestibular da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e em concurso do Banco do Brasil.

Em 1965, quando cursava o primeiro ano de direito, atuou como editorialista do jornal Vip, editado pelo Grêmio Juventude do Rio Vermelho.

Professor, magistrado e acadêmico

Formado pela Ucsal, turma de 1968, Paulo Furtado fez pós-graduação nessa universidade, em metodologia do ensino superior, e tornou-se mestre em direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

No magistério, transformou-se num conceituado professor de direito, tendo lecionado na Ucsal e na Ufba. Dois de seus alunos, Gesivaldo Brito e Nilson Castelo Branco, tornaram-se desembargadores e colegas do antigo professor na mais alta corte da justiça baiana.

No Tribunal de Justiça da Bahia, ocupando uma vaga destinada aos advogados, ingressou em 11 de março de 1982, a 18 dias de completar 38 anos, sendo o mais jovem desembargador da história do país.

Paulo Furtado é autor de uma vasta produção de trabalhos na área do direito e pertence aos quadros da Academia de Letras Jurídicas da Bahia. Ocupa a Cadeira 37, que tem Severino Vieira como patrono.

Principais cargos

No Governo do Estado da Bahia:
Chefe da Casa Civil (1979-1982) do Estado da Bahia, no segundo governo de Antônio Carlos Magalhães.
No Tribunal de Justiça da Bahia:
Diretor da Escola de Magistrados da Bahia e presidente do TJB no biênio 1992-1994.
Governador da Bahia:
Na condição de presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, foi governador interino da Bahia em outubro de 1992.

Ministro do STJ

No Superior Tribunal Federal, um dos órgãos máximos do poder judiciário do Brasil, Paulo Furtado atuou como ministro convocado, o quarto na história dessa corte. Integrou a Terceira Turma do STJ, onde permaneceu de janeiro de 2009 até agosto de 2010.

Em Brasília, o ministro baiano se destacou como processualista competente e ágil no julgamento de recursos especiais e agravos de instrumento. Foi responsável por 25.479 feitos distribuídos e 19.781 julgados pelo chamado Tribunal da Cidadania, marcas consideradas recordes.

Texto publicado na página 5 da
‘Folha do Rio Vermelho’,
Nº 24 - Setembro 2011.