Kennedy Bahia

Ubaldo Marques Porto Filho

Patrick Kennedy Maderos, chileno de Valparaiso, nasceu em 11 de junho de 1925. Engenheiro de minas, foi trabalhar na região amazônica, inicialmente na parte boliviana, depois no Alto Tapajós, em território brasileiro, onde contraiu malária. Na fase da convalescença, decidiu que não retornaria à floresta. Como era artista plástico nas horas vagas, passou a se dedicar às tapeçarias, às gravuras e aos quadros, usando a flora e a fauna amazônicas como temáticas.

Em 1960, Patrick Kennedy veio desenvolver sua arte em Salvador, à qual agregou elementos da cultura afro-baiana, sempre com uma marca inconfundível, as cores bem vivas. Adotou também, como Hansen Bahia, o nome do estado onde encontrou a felicidade plena e o reconhecimento do seu valor artístico.

Tornou-se Kennedy Bahia e assim passou a assinar todos os trabalhos e se tornou um ícone da tapeçaria alegre e colorida, apreciada por colecionadores de dezenas de países.

No Jardim dos Namorados, bem defronte da Praia dos Namorados, construiu um amplo ateliê acoplado com galeria de arte, que se transformou em mais um cartão de visitas da cidade, muito frequentado por compradores e turistas.

Considerado como o maior artista da tapeçaria brasileira, Kennedy Bahia viajava muito, levando suas criações a outros estados e países. Por onde passava dava informações e divulgava a Bahia, como autêntico embaixador cultural itinerante.

Kennedy Bahia faleceu aos 80 anos, em 22 de setembro de 2005. Foi sepultado no Cemitério dos Ingleses, em Salvador.

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Texto publicado na página 116 do livro
‘Bahia, Terra da Felicidade’,
de Ubaldo Marques Porto Filho,
editado em 2006.